FORTES BATIDAS

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      Fortes Batidas é uma peça de teatro que se passa durante uma balada. O público fica o tempo todo na pista, interagindo com os 15 atores. É permitido beber, dançar e beijar enquanto rola a peça. Dizem que o nome disso é teatro imersivo. Seja como for, é um grande espetáculo, concebido e dirigido por Pedro Machado Granato, que também assina a dramaturgia final.

         Fortes Batidas é um digno representante de uma vertente que se convencionou chamar de ‘teatro jovem’, tão difícil de ser contemplada com bons espetáculos. Aqui, o tema é jovem, o elenco é jovem, a trilha é jovem, o universo retratado é completamente ligado aos jovens. Digo isso porque, muitas vezes, a intenção é ser jovem, mas o resultado nem chega perto. Na balada de Granato, não há riscos: tudo transpira juventude.

       Como espectadores, vemos desfilar à nossa frente uma galeria de personagens críveis, com diálogos absolutamente verossímeis, configurando essa experiência performática em um irretocável retrato geracional. Em foco, questões importantíssimas da atualidade como a homofobia e a intolerância sexual.

     Com apoio amplo e geral da grande Lizette Negreiros, da Divisão de Curadoria Infantil do Centro Cultural São Paulo, Fortes Batidas fez uma primeira e retumbante temporada no porão do CCSP, com filas enormes e gente voltando para casa sem caber dentro da balada. Agora, a partir deste fim de semana, a segunda temporada transcorre no Teatro Pequeno Ato, na Consolação. Quem gosta de aventuras cênicas inusitadas e ousadas não pode perder por nada.

       Vale citar os nomes de todos os integrantes do elenco, pois todos estão muito bem integrados à proposta da balada teatral, com jogo de cintura para lidar com as improvisações inevitáveis nesse tipo de interação com o público. Parabéns. São eles: Ariel Rodrigues, Beatriz Silveira, Bianca Lopresti, Eduardo Scudeler, Fernando Vilela, Gabriela Andrade, Gabriela Gama, Gal Goldwaser, Ingrid Mantovan, Ivan Arcuschin, Laura Vicente, Lia Maria, Lucas Oranmian, Mateus Fávero e Maurício Machado.

Dib Carneiro Neto

         A peça estreou no Centro Cultural São Paulo, seguindo temporadas no  Teatro Pequeno Ato, SESCs e CEUs e FIT – Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto. PRÊMIO APCA – Melhor espetáculo em lugar não convencional; PRÊMIO ESPECIAL FEMSA COCA COLA – Melhor experimentação de linguagem; PREMIO ZÉ RENATO.

 

Gabriela

Gama